Exploração Agro-Pecuária

INTRODUÇÃO

Tratando-se de uma exploração agro-pecuária afecta a uma escola cuja actividade se centra essencialmente na formação de técnicos de nível 3, especializados na produção e na transformação de produtos agro - alimentares, lógico será que as actividades que ali se vão desenvolver tenham como principal objectivo proporcionar as condições para a adequada formação desses futuros técnicos.

Por outro lado, sendo a escola parte integrante do meio em que se insere, é natural e desejável que, também através da exploração agro-pecuária, dê o seu contributo à comunidade proporcionando-lhe condições para actividades lúdicas, de lazer e de sensibilização para os problemas do mundo rural e do ambiente.

É portanto segundo estas duas vertentes que devemos encarar a existência da exploração agro-pecuária.

Considerando estas vertentes de formação de técnicos e de sensibilização / prestação de serviços à comunidade parece-nos que a exploração agrícola da escola deve ser encarada com uma verdadeira quinta didáctico - pedagógica, sendo portanto fundamental que se organize e estruture tendo em conta esse objectivo. De igual forma os resultados, do funcionamento desta quinta didáctico - pedagógica, devem ser medidos / avaliados em função dos resultados obtidos na formação de técnicos e nos serviços prestados à comunidade.

No sentido de responder às exigências ditadas pelos objectivos que atrás explicitámos, a quinta didáctico - pedagógica tem sido alvo de reestruturações físicas e conceptuais ao longo dos últimos anos, beneficiando de intervenções várias que vão desde a recuperação / modernização / adaptação de instalações / edifícios até à recuperação e aquisição de equipamentos, passando por estabelecimento de acordos / protocolos nomeadamente com o município de Odivelas.

ESPAÇO FÍSICO

A Área de implantação da Escola

A Escola Profissional Agrícola D. Dinis – Paiã fica situada no extremo SW do concelho de Odivelas, confinando os seus terrenos com os concelhos de Lisboa e Amadora, tal como mostra a figura 1.

FIGURA 1 – Localização da Escola

Tem actualmente uma área de implantação de 67 ha, que inclui uma zona vedada de 62,60 ha, com uma área agrícola de 57,59 ha e uma área social de 5,01 ha, e ainda, uma zona exterior, com 4,40 ha ( ver figura 2 ).

FIGURA 2– Área de Implantação da Escola

O quadro 1 resume os valores apresentados.

ÁREA DE IMPLANTAÇÃO DA ESCOLA SUPERFÍCIE OCUPADA (ha)
Zona vedada Área agrícola 57,59 62.60
Área social 5,01
Zona exterior 4,40
TOTAL 67,00

QUADRO 1– Área de Implantação da Escola

SOLOS E RECURSOS HÍDRICOS

CARACTERIZAÇÃO EDAFOLÓGICA E PEDOLÓGICA DOS SOLOS DA EXPLORAÇÃO

A exploração Agro-pecuária / Quinta Pedagógica dispõe de solos de grande aptidão agrícola e de recursos hídricos suficientes para as culturas instaladas ou a instalar.

Na figura 3 podem ver-se os principais tipos de solos que se encontram na área de implantação da Escola.

Por sua vez, no quadro 2 é feita a classificação e caracterização desses solos.

FIGURA 3– Tipos de solos existentes na Área de Implantação da Escola

Através de uma breve análise do que é mostrado na figura 3 e do que é referido no quadro 2, verifica-se que a Área de Implantação da Escola é caracterizada pela dominância de dois grandes grupos de solos: Aluviossolos nas zonas de baixa e Solos Calcários nas zonas de declive.

Como excepção à referida dominância, constata-se a existência de uma pequena mancha de Barros, correspondente sensivelmente á área do olival e outra pequena mancha de Solos Mediterrâneos, situados numa parte da parcela 12.1 (23) – Zé Serra, Eira e Pancas.

Existe ainda uma mancha de Solos Calcários ( Vct ), localizada numa zona de baixa, entre Aluviossolos Antigos e Aluviossolos Modernos.

A Solos incipientes - Aluviossolos Modernos, Não Calcários, de textura mediana
Aac Solos incipientes - Aluviossolos Modernos, Não Calcários, de textura pesada
At Solos incipientes - Aluviossolos Antigos, Não Calcários, de textura mediana
Bva Barros Castanho-Avermelhados, Calcários, Não Descarbonatados, de formações argilosas calcárias
Pct Solos Calcários, Pardos dos Climas de Regime Xérico, Normais de arenitos grosseiros associados a depósitos calcários
Vac Solos Calcários, Vermelhos dos Climas Xérico, Normais, de rochas detríticas argiláceas calcárias ( de textura franco-argilosa a argilosa )
Vac’ Solos Calcários, Vermelhos dos Climas de regime Xérico, Para-Barros, de rochas detríticas argiláceas calcárias
Val Solos Argiluviados Pouco Insaturados – Solos Mediterrâneos, Vermelhos ou Amarelos, de Materiais Não Calcários, Normais, de depósitos de textura mediana não consolidados
Vc Solos Calcários, Vermelhos dos Climas de Regime Xérico, Normais, de calcários
Vct Solos Calcários, Vermelhos dos Climas de Regime Xérico, Normais, de arenitos grosseiros associados a depósitos calcários

QUADRO 2– Tipos de solos existentes na Área de Implantação da Escola

Observando agora a figura 4 onde está patente a Capacidade de Uso dos referidos do solos, verifica-se que as zonas de baixa são caracterizadas por solos com aptidão agrícola, com ou sem limitações ( classes A, B e C ), enquanto os terrenos localizados nas zonas de declive têm pouca ou nenhuma aptidão agrícola ( classes D e E ).

De certo modo, pode-se mesmo estabelecer uma relação entre o tipo de solo e a sua aptidão agrícola. O quadro 6 evidencia essa correspondência entre estas duas classificações dos solos em causa.

FIGURA 4– Capaciadade de Uso dos Solos na Área de Implantação da Escola

Da sua leitura pode-se, de uma forma grosseira, afirmar que os Solos Calcários têm uma capacidade de uso C, D, E, enquanto os restantes, A ou B; estes últimos, incluem a grande mancha de Aluviossolos.

Tomando como base a figura 2, verifica-se que os solos com aptidão para produção agrícola ( classes A, B e C ) estão ocupados com culturas arvenses, culturas horto-florícolas e culturas arbóreo-arbustivas, enquanto que as pastagens de ovinos e a floresta localizam-se nos solos com fraca ou nenhuma aptidão agrícola ( classes D e E ).

TIPO DE SOLO CAPACIDADE DE USO
A ; Aac Aluviossolos Modernos Classe A
Vac Solos Calcários
At Aluviosslos Antigos Classe Bs ( limitações do solo na zona radicular )
Bva Barros Castanho-Avermelhados
Val Solos Mediterrâneos
Vct Solos Calcários Classe Ce ( limitações do solo resultantes de erosão e escorrimento superficial )
Vct + Pct Solos Calcários Classe De ( limitações do solo resultantes de erosão e escorrimento superficial )
Vc + Pct ; Vct + Vac' Solos Calcários Classe Ee ( limitações do solo resultantes de erosão e escorrimento superficial )

QUADRO 3– Correspondência entre os Tipos de Solos e sua Capacidade de Uso

RECURSOS HÍDRICOS E ÁREA REGADA

Quanto aos recursos hídricos, na Exploração da Escola existem vários poços, alguns dos quais são utilizados como fonte de fornecimento de água das culturas regadas durante as épocas em que os solos são deficientes.

Toda a área do Sector Vegetal correspondente aos Sub-sectores de culturas arbóreo - arbustivas - pomar, vinha e olival, e culturas horto-floricolas, pode ser regada ou tem possibilidades de o ser, através de um sistema de rega fixo por micro-aspersão ou gota-a-gota.

No Sub-sector de culturas arvenses, parte das parcelas 17.3 ( Cabine e Paiã ) e 8.1 ( Amoreiras e Enforcado ) podem também ser regadas por aspersão, através de um sistema fixo e / ou semi-fixo.

A figura 5 representa a rede de distribuição de águas e a zona regada no pomar, vinha, olival, estufas e horta da Escola.

FIGURA 5– Rede de distribuição de águas e zona regada actualmente no pomar, vinha, olival, estufas e horta da Escola

O PARCELÁRIO

Como resultado do trabalho de fotointerpretação relativo a um levantamento feito pelo Ministério da Agrícultura, ou mais concretamente pelo INGA, em meados da década de 90, toda a área de implantação da Escola foi dividida e classificada, tendo como unidade o Grupo Cultural do Bloco.

FIGURA 6– Diferentes Grupos Culturais do Bloco e respectiva identificação numérica

De modo a identificá-lo, a cada Grupo Cultural do Bloco foi atribuído um número com 10 algarismos ( ver figura 6 ) e uma classificação relativa ao seu aproveitamento cultural ( terra arável, olival, vinha, áreas mistas ... ), conforme é apresentado no quadro 4.

A superfície ocupada por alguns dos referidos Grupos pode por vezes ultrapassar a Área de Implantação da Escola.

Cada Grupo Cultural do Bloco está, por sua vez, dividido em uma ou mais parcelas, sendo cada uma delas identificada por aquele organismo, através de um número com 13 algarismos e pela sua aptidão / ocupação cultural, na altura em que foi feito o respectivo levantamento.

FIGURA 7

QUADRO 4– Classificação dos diferentes Grupos Culturais do Bloco e Parcelas da Área de Implantação da Escola

PAIÃ INGA
Parcela Parcela Bloco
Número Nome Área Número Ocupação Cultural Número Grupo Cultural Área
4.1 Vinha do 3º Ano 0,26 1062014819001 Vinha 1062014819 Vinha 0,26
5.1 Laranjal 0,17 1062015813001 Pomar 1062015813 Área agricultura permanente 0,94
5.2 Pomar Velho 0,77 1062015813002 Cultura Arvense Terra arável
6.1 Marmeleiros 0,53 1062015919001 Vinha 1062015919 Terra arável 4,12
6.2 Olival 0,91 1062015919002 Olival
6.3 Pomar Pedagógico 0,71 1062015919003 Pomar
6.4 Horta + Estufas 1,33 1062015919004 Cultura Arvense
7.1 Vinha Nova W 0,82 1062016426001 Vinha 1062016426 Vinha 2,62
7.2 Pomar Novo W 0,26 1062016426002 Cultura Arvense
7.3 Vinha Velha W 1,51 1062016426003 Cultura Arvense
8.1 7 Poços N 1,38 1062016502001 Cultura Arvense 1062016502 Terra arável 5,68
8.2 7 Poços S 3,41 1062016502002 Cultura Arvense
10.1 Vinha Nova E 2,26 1062017037001 Vinha 1062017037 Vinha 2,71
11.1 Área Social da Paiã 1,1 1062018450001 Área Social 1062018450 Outras áreas agrícolas 1,72
11.2 Vacaria 0,06 1062018450002 Cultura Arvense
12.1 Zé Serra 1 1062018604001 Cultura Arvense 1062018604 Terra arável 3,82
Eira 1,3
Pancas 1,52
13.1 Ovil 2,11 1062018671500 Área Forrageira 1062018671 Outras áreas agrícolas 5,72
Ovil – Área Social 0,19
14.1 Azenha Velha S 0,63 1062019996001 Cultura Arvense 1062019996 Terra arável 2,09
14.2 Azenha Velha N 1,47 1062019996002 Cultura Arvense
15.1 Área Social da Escola 1,62 1072002899001 Área Social 1072002899 Outras áreas agrícolas 1,72
16.1 Área S. da Esc. - Encosta 0,56 1072005091001 Área Social 1072005091 Área mista 8,25
16.2 Encosta da Igreja 5,52 1072005091002 Área Forrageira
17.1 Pomar Novo E 0,61 1072010336001 Cultura Arvense 1072010336 Terra arável 11,12
17.2 Vinha velha E 0,83 1072010336002 Cultura Arvense
17.3 Cabine 1,5 1072010336003 Cultura Arvense
Paiã 6,36
Aviários 0,6
Barracão das Máquinas 0,6
18.1 Galegos 1 1072011955001 Cultura Arvense 1072011955 Terra arável 10,27
Enforcado 1 (Oliveiras) 2,2
Enforcado 2 2,6
Enforcado 3 (Figueiras) 0,46
Amoreira 3,1
19.1 Arcos 7,86 1072012325001 Cultura Arvense 1072012325 Terra arável 9,43
19.2 Museu 0,77 1072012325001 Área Social
20.1 Jardim da Escola 0,71 1072014009001 Área Social 1072014009 Terra arável 11,31
20.2 Campo de Futebol 5,83 1072014009002 Cultura Arvense
20.3 Urmeira 0,57 1072014009003 Área Forrageira

O número total de parcelas é de 31, designado-se o seu conjunto por Parcelário. A área total deste corresponde exactamente Área de Implantação da Escola.

Cada parcela pode ser ainda identificada por um número de 1 a 31, para efeitos de Pedido de Ajudas a Superfícies, perante o INGA, ou através de uma classificação interna com dois algarismos, correspondendo o primeiro ao número do Grupo Cultural do Bloco e o segundo à posição da Parcela dentro deste ( ver quadro 5 e figura 8).

FIGURA 8– Ocupação cultural do Parcelário

A figura 8 identifica os diferentes tipos de ocupação cultural das várias parcelas de acordo com levantamento feito pelo INGA:

Sectores de exploração da Escola

Embora a parcela seja uma unidade de extrema importância na organização estrutural da Escola, não só em candidaturas a subsídios atribuídos pelo Ministério da Agricultura, como também a nível da rotação e planificação cultural a realizar, é contudo necessário, do ponto de vista técnico-pedagógico, organizar a exploração agro-pecuária da Escola nos seguintes sectores de produção: Sector das Culturas Arvenses, Sector das Culturas Arbóreo-Arbustivas, Sector da Pecuária, Sector dos Espaços Verdes, Horticultura e Estufas e Sector das Oficinas Tecnológicas.

Sector das Culturas Arvenses

Neste sector estão englobadas as culturas dos cereais de Outono Inverno, das pastagens e forragens. Na figura 6 estão representadas as diferentes culturas e correspondência entre estas e o Parcelário.

Trata-se do sector que ocupa a maior superfície na Área de Implantação da Escola. Nele vamos encontrar uma zona de pastagem, exclusivamente destinada a ovinos (13.1, 16.2 e 20.3 ) e uma outra zona rotacional ocupada por culturas arvenses, caso dos cereais de sequeiro, pastagens para ovinos e bovinos, forragens para corte, quer para feno quer para silagem, e ainda por pousio voluntário ( parcelas 4.1, 5.2, 7.3, 8.1, 8.2, 12.1, 14.1, 14.2, 17.2, 17.3, 18.1 19.1 e 20.2

FIGURA 9– Culturas e Parcelário

SECTORES PARCELAS
Culturas Arbóreo-arbustivas Pomar 5.1, 6.3, 7.2, 17.1
Vinha 6.1, 7.1, 10.1
Olival 6.2
Culturas Horto-florícolas 6.4
Culturas Arvenses Cultura Arvense / Pastagens e Forragens em rotação 4.1, 5.2, 7.3, 8.1, 8.2, 12.1, 14.1, 14.2, 17.2, 17.3, 18.1, 19.1, 20.2, 21.1
Pastagens de ovinos 13.1, 16.2, , 20.3
Nota:Não estão incluídas as parcelas 2.2, 2.3, 11.1, 11.2, 15.1, 16.1, 19.2, 20.1 porque são relativas a zonas incultas / área social da Escola

Quadro 6– Culturas e Parcelário

Sector das Culturas Arbóreo-arbustivas

Neste sector há a considerar um pomar com cerca de 1 ha com uma finalidade essencialmente pedagógica, formado por um laranjal composto por árvores com mais de 30 anos ( parcela 5.1 ) e por diversas espécies de fruteiras ( macieiras, pereiras, pessegueiros, ameixeiras... ) plantadas há cerca de 7 anos ( parcela 5.2 ). Na figura 10 pode ver-se a organização deste pomar.

Instalado há 4 anos existe um pomar de macieiras, também com cerca de 1 ha, cujas variedades são: casanova, golden y10, gingergolden e fugi 6 ( parcelas 7.2 e 17.1 ). Na figura 11 pode também ver-se a distribuição destas variedades.

FIGURA 10– Organização do pomar com finalidade essencialmente pedagógica

FIGURA 11– Organização do pomar de macieiras

Este Sub-sector comporta ainda uma vinha de uva branca ( variedades fernão pires, vital e duas linhas de D. Maria ) e de uva tinta ( variedades piriquita e tinta miúda ), cuja instalação se iniciou há 8 anos e que tem uma área total que ronda os 3 ha ( parcelas 6.1, 7.1 e 10.1 ). A produção obtida destina-se essencialmente à transformação, a realizar pelos alunos do Curso Técnico de Controle de Qualidade Alimentar. A figura 12 representa a distribuição das diferentes castas na vinha.

FIGURA 12– Organização da vinha com as respectivas castas

Por último, existe ainda um olival com quase 1 ha com as variedades azeiteira, maçanilha e cobrançosa, cuja finalidade é a obtenção de azeitona de mesa ( parcela 6.2 ).

Sector da horta, estufas e espaços verdes

Este sector é constituído por uma área de ar livre com cerca de 0,8 ha, a horta, e por uma área sob coberto com pouco menos de 0,25 ha, as estufas.

A horta é formada fundamentalmente por uma parcela com cerca 0,77 ha, o Pomar Velho (parcela 5.2 do Parcelário da Escola), que tem como finalidade a realização de culturas hortícolas de ar livre.

Fazem ainda parte da horta uma pequena área de plantas aromáticas com cerca de 150 m2 e um espaço atrás das estufas destinado à construção de pequenos canteiros de culturas hortícolas (ver figura 13).

Relativamente à área sob coberto, esta é composta por 5 estufas, cuja numeração, dimensões, forma, estrutura, cobertura e ocupação cultural são apresentadas no quadro 1.

FIGURA 13– Esquema representativo da localização da horta (a verde) e das estufas (a amarelo)

QUADRO 7– Caracterização das estufas

Estufa nº Dimensões Forma Estrutura Cobertura Ocupação cultural
Comprimento Largura Área
0 27,6 m 8,6 m 237 m 2 Semi-cilindrica elevada Aço galvanizado Poliéster Multiplicação de plantas
1 40,0 m 8,5 m 340 m 2 Semi-cilindrica elevada Aço galvanizado Poliéster Roseiras
2 51,0 m 10,0 m 510 m 2 Semi-cilindrica Aço galvanizado Filme PE Culturas hortícolas
3 69,1 m 9,6 m 663 m 2 Semi-cilindrica Aço galvanizado Filme PE Culturas hortícola
4 35,4 m 10,0 m 354 m 2 Semi-cilindrica Ferro Chapa PVC Culturas florícolas

O Sector Animal

De acordo com o tipo da espécie de animal explorado, este sector encontra-se dividido nos seguintes Sub-sectores: bovinos de leite, suínos, ovinos e aves e equinos.

Na planta topográfica apresentada na figura 14 pode ver-se em pormenor a localização das instalações afectas aos referidos sectores.

Bovinos de Leite

Para apoio à disciplina de Produção Animal e outras afins, a Escola possui uma vacaria recente, recuperada e transformada a partir de um antigo aviário, com capacidade para cerca de 20 vacas leiteiras, 16 delas em plena produção, e cuja localização corresponde actualmente à globalidade da parcela 11.2.

FIGURA 14– Planta topográfica do Sector Animal

De acordo com a planta apresentada na figura 13 esta vacaria é constituída por:

  • Sala de aula
  • Vestiários
  • Sanitários
  • Sala de leite
  • Sala de ordenha
  • Báscula
  • Sala de rações e farmácia
  • Viteleiro
  • Zona de recria
  • Maternidade
  • Zona de vacas em lactação
  • Zona de exercício
  • Área de espera e lavagem
  • Fenil

FIGURA 15– Planta da vacaria

O actual efectivo pecuário deste Sub-sector situa-se em média, entre as 15 - 16 vacas em produção, sendo a quota anual atribuída à Escola de 106 492 kg com um TMG de referência de 36 g/kg..

Algum do leite obtido destinar-se-à à transformação nas Oficinas Tecnológicas da Escola, para a produção de queijo e outros derivados.

Suínos

Actualmente a Escola possui uma pequena pocilga edificada a partir de uma antiga construção localizada na parcela 17.3.

Conforme a planta apresentada na figura 16, esta pocilga é constituída por:

  • Secretaria
  • Balneário
  • Armazém
  • Cais ( Chegada de animais )
  • Sala de observadores
  • Maternidade
  • Zona do varrasco
  • Zona das porcas
  • Zona dos leitões
  • Zona de engorda
  • Corredor

O efectivo reprodutor é constituído por 4 porcas e um varrasco

FIGURA 16– Planta da pocilga

Ovinos

A exploração agro-pecuária da Escola possui ainda um ovil localizado fora da área vedada ( parcela 13.1 ), prevendo-se a sua deslocação, após as adequadas adaptações, para os actuais aviários situados na parcela 17.3 ( ver figura 14 ). Recentemente foi já construído no local, um telheiro exterior para recolher estes animais durante o período de maior calor na estação quente.

Pretende-se com esta mudança centralizar num espaço / núcleo todos os Sub-sectores do Sector Animal, no interior da área vedada da Escola.

Respeitando a quota atribuída à Escola pelo INGA, o actual rebanho é composto por 100 ovinos.

A produção anual ronda os 150 borregos.

Aves

O efectivo actual da Escola é de cerca de:

  • Aves exóticas ( mostruário, já instalado )
  • Reprodutoras ( 20 )
  • Poedeiras ( 130 )
  • Frangos de carne ( em quantidade pouco significativa )
  • Está também instalada uma câmara de eclosão / chocadeira.

Equinos

O efectivo é constituído por 2 póneis pertença da Escola e 12 cavalos em regime de alojamento.

SECTOR DOS ESPAÇOS VERDES

CARACTERIZAÇÃO

Não há propriamente uma área / espaço correspondente a este Sector, pois qualquer local da Escola pode ser objecto de intervenção neste domínio por parte dos alunos do Curso Técnico de Gestão e Recuperação de Espaços Verdes.

No entanto, algumas zonas, devido à importância que têm no enquadramento paisagístico do espaço Escola, serão objecto de uma atenção especial:

  • Pátio da Escola
  • Antigo jardim da Escola
  • Jardim do lago junto ao campo de futebol
  • Espaço entre o edifício das camaratas e a estrada de acesso ao museu
  • Área envolvente do novo edifício de salas de aula
  • Área envolvente do edifício do museu
  • Jardim do edifício do programa “Do Urbano ao Rural”
  • Talhão das plantas aromáticas
  • Estufa de Multiplicação (Estufa 0) + abrigo anexo
  • Estufa de roseiras (Estufa 1)
  • Estufa de flores / bolbosas (Estufa 4)

FIGURA 17– Principais zonas de intervenção no domínio dos Espaços Verdes

INSTALAÇÕES

Além das construções afectas ao Sector Animal anteriormente descritas, a exploração agrícola possui ainda as seguintes construções:

  • Telheiro anexo à vacaria
  • Pavilhão
  • Edifício da mecanização
  • Hangar
  • Celeiro / Futuro picadeiro para iniciados.
  • Armazém

O telheiro anexo à vacaria é uma construção bastante recente e tem como principal função guardar feno ou palha para o gado bovino.

Paralelamente e a todo o comprimento dos futuros aviários, conforme mostra a figura 18, existe um pavilhão recentemente recuperado com três divisões, duas mais pequenas e uma maior.

Uma das divisões mais pequenas está preparada para funcionar como sala de aula, enquanto na outra prevê-se a instalação de uma câmara de eclosão / chocadeira, como foi referido anteriormente quando se abordou o Sub-sector das aves do Sector Animal. Relativamente à divisão maior o seu destino ainda está por definir.

Junto desta construção, com a mesma orientação e sensivelmente com a mesma área, existe um edifício de mecanização, também uma construção recentemente recuperada, que é constituída por uma sala de aula equipada para a leccionação da disciplina de Mecanização Agrícola, uma oficina, arrecadações e gabinetes de trabalho ( ver respectiva planta na figura 18 ).

No mesmo local existe ainda um Hangar recentemente construído, para recolha de máquinas agrícolas.

A exploração agrícola possui ainda um celeiro, construção com mais de vinte anos, que está a ser adaptado a picadeiro para lições a iniciados.

Junto a este celeiro existe um telheiro que está a ser alvo de ampliação destinado a abrigar equipamentos agrícolas e ao armazenamento de palhas e fenos

Por último, existe ainda na zona da horta ( parcela 6.4 ) um armazém, onde está localizado o grupo de bombagem do sistema de rega que alimenta o pomar, vinha, olival, estufas e horta e onde também são guardadas ferramentas agrícolas, fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos

FIGURA 18– Localização de algumas instalações da exploração

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Na exploração agrícola, existem os equipamentos considerados necessários / suficientes para o desenvolvimento das actividades de ensino / aprendizagem e de funcionamento da exploração / quinta. Tem-se verificado anualmente a aquisição e a actualização de novos equipamentos. Há, contudo, a necessidade de continuar a reparação / recuperação de máquinas e equipamentos desgastados / avariados pelo uso.

No quadro 8 estão descritas as máquinas e equipamentos que estão operacionais ou com viabilidade de o serem, afectos à exploração da Escola.

FIGURA 19– Planta do Edifício da Mecanização

MÁQUINAS
  • Tractor Fergunson 135
  • Tractor Ford 2000
  • Tractor Fiat 70
  • Tractor Ford 4000
  • Tractor New Holland TL 100
  • Tractor Same
  • Tractor John Deere
  • Ceifeira - Debulhadora Laverda M 84
  • D4 (Caterpillar)
  • D2 (Caterpillar)
  • Motocultivador
EQUIPAMENTO DE TRABALHO DO SOLO
  • Charrua 2 Ferros 14”
  • Charrua 1 Ferro 14“
  • Charrua 1 Ferro Galucho
  • Charrua Vinhateira
  • Charrua 4 Ferros Sénior Joper
  • Abre Regos de 3 Corpos
  • Grade de Discos rebocável p/ D4
  • Grade de Discos 14-20 Galucho
  • Escarificador Pneumático Mod CHV 207/27
  • Escarificador 7 bicos Galucho
  • Escarificador 11 Bicos Herculano
  • Lâmina Niveladora Mod 2000
  • Vibrocultor 29 Bicos
  • Rolo 300 R Tramagal
  • Fresa 1300 Herculano
  • Fresa FL1 1500 Galucho
  • Fresa JFO 130 Joper
  • Fresa VC 205 Catela
  • Armador de Camalhões
SEMEADORES / PLANTADORES
  • Semeador Sola Super Combi 888
  • Semeador Monosem
  • Distribuidor Centrifugo 25/430
  • Plantador
  • Plantador Super Pnefer
EQUIPAMENTO FITOSSANITÁRIO
  • Pulverizador de Bicos 400L
  • Pulverizador 2 Mangueiras 400L Pulnorte
  • Pulverizador c/ Motor Eléctrico e Carro de Mão
  • Motopulverizador com Carro de Mão
  • Pulverizador de Barras
  • Termonebulizador
EQUIPAMENTO DE CORTE E COLHEITA
  • Enfardadeira Sgorbati
  • Gadanheira de Discos Vilcon
  • Gadanheira de Pente
  • Colhedor de Milho para Silagem
  • Apanhador e Distribuidor de Verde
  • Encordoador 4 Girassóis Prolavra
  • Encordoador – Respigador ( c/ Cor. de Transm. )
  • Carregador de Fardos
  • Motogadanheira
  • Enfardadeira
  • Gadanheira rotativa
  • Gadanheira rotativa
  • Enfardadeira
  • Capinadeira
EQUIPAMENTO DIVERSO
  • Retroescavadora
  • Reboque P.B. 8500 Galucho
  • Reboque P.B. 5000 Herculano
  • Reboque P.B. 3000 (2)
  • Distribuidor Estrume P. B. 3000 Galucho
  • Caxias de Carga (3)
  • Carregador de Bicos / Forquilha – Tractor Fiat
  • Carr. de Bicos /Forquilha – Tra. Fergunson
  • Elevador 2 Unhas
  • Sem-fim
  • Cisterna 4000L com Bomba Galucho
  • Cisterna 1800L com Bomba Joper
  • Máquinas Rega para Canhão (3)
  • Corta Caniços Ferri
  • Destroçador de ramos

QUADRO 8– Máquinas e equipamentos afectos à exploração

MEIOS HUMANOS

A Escola possui actualmente os seguintes funcionários afectos a sua exploração:

  • Eng.os Técnicos: 0
  • Agentes Técnicos: 0
  • Tractorista / Motorista de Pesados: 2
  • Auxiliares Agrícolas: 2*
  • Tratadores de animais: 2

* 1 Auxiliar Agrícola encontrasse de baixa prolongada por doença.

Intervêm ainda na Exploração da Escola os professores e alunos dos Cursos Técnicos de Gestão Agrícola, Gestão e Recuperação de Espaços Verdes, Indústrias Agro-Alimentares, Controle de Qualidade Alimentar e Gestão de Ambiente.

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